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IMPRENSA
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Veja reportagens, entrevistas e a repercussão da OFICINA
na imprensa.


O Estado de S. Paulo
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, 5/3/2014

Febre nos EUA, cursos de formação de escritores se espalham pelo País
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Por Maria Fernanda Rodrigues, de São Paulo
 
Roberto Taddei era jornalista, mas queria ser escritor. Socorro Acioli já tinha lançado alguns livros infantis e juvenis, mas queria dar um salto mais alto. Ele arrumou a mala em 2007 e foi fazer mestrado em criação literária na Universidade de Columbia, em Nova York. Ela penou, mas conseguiu, em 2006, uma vaga num diminuto, mas ao que parece transformador, curso com o escritor colombiano Gabriel García Marquez em Cuba. Da experiência tão particular de cada um surgiu um livro – o dele, Terminália, era obrigação, a dissertação de seu mestrado; o dela, A Cabeça do Santo, a promessa feita ao ídolo de que jamais abandonaria seu projeto literário. 
 
(...)
 
A jornalista Rosangela Petta foi aluna de Assis Brasil em 2010. Ainda não publicou um livro, mas da experiência trouxe para São Paulo o próprio curso. Naquele mesmo ano, ela fundou, com o apoio do professor, a Oficina de Escrita Criativa. Há, aqui, um programa como o de Porto Alegre, anual e já com vagas esgotadas para 2014. Mas há uma série de outras oficinas, mais expressas, começando agora para quem quer escrever biografia, conto, crônica, livro infantil, etc., ou para quem quer apenas melhor a escrita.
 
A matéria completa pode ser lida no site de O Estado de S. Paulo.


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Zero Hora
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, 19/4/2013

Luiz Antonio de Assis Brasil fala sobre os temas de seus livros
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Por Carlos André Moreira, de Porto Alegre

O jornal Zero Hora passa a publicar mensalmente no caderno Cultura a série de entrevistas "Obra Completa". Na primeira edição do projeto, Assis Brasil fez uma avaliação crítica exigente de seus primeiros trabalhos, apresentou os motivos pelos quais prefere ancorar seus livros no passado do Rio Grande do Sul, confessou as deficiências que vê, hoje, no escritor mais jovem que já foi outrora. Também apresentou sua própria ideia da arte como um ideal “sempre insuficiente”. 
 
Zero Hora – Seu primeiro livro, Um Quarto de Légua em Quadro, tem como protagonista um médico europeu, Gaspar de Fróis, que vem para o Novo Mundo e encontra aqui um ambiente selvagem, no qual ele próprio vai se dissolvendo até seu próprio desaparecimento físico. É uma espécie de comentário acerca da dissolução da Europa na América?
Luiz Antonio de Assis Brasil – É isso. Me parece que nesse livro, Um Quarto de Légua em Quadro, já há uma espécie de programa literário do qual não me afastei, coisa que eu constatei só depois. Essa questão da oposição entre o que é culto e civilizado e um mundo inculto e não civilizado, pelo menos naquela altura, acabou correspondendo a uma espécie de caminho no qual vim trabalhando até hoje. Tinha também algumas questões de natureza pessoal que estão ali presentes, absolutamente cifradas. Como dizia o Borges: “Tem coisas que estão nos meus livros que só eu sei, quando eu morrer ninguém mais vai saber”.
 
ZH – O leitor muitas vezes confunde o que pensa e vive o personagem com as opiniões e a vida do autor. O senhor ambienta seus romances no passado. É um modo de evitar essa identificação?
Assis Brasil – Pode ser. De modo inconsciente, pode ser. O que eu sei de maneira, digamos, consciente é que o passado me dá maior liberdade ficcional. Há mais possibilidade de invenção.Eu penso assim: o passado está,na verdade, apenas distante de nós. Mas ele é trazido ao presente. É um pouco a reflexão do Umberto Eco: os historiadores trabalham com fantasmas. Ao passo que o ficcionista trabalha com personagens de hoje, ainda que possam estar situados no passado. Mas, ao lado disso, concordo, há uma espécie de disfarce de uma situação. 
 
A entrevista completa pode ser lida no site do Jornal Zero Hora.


Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS
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, 8/4/2013

Jornalista do "Estadão" lança livro com coletânea de reportagens em SP
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Por Camilla Demario, de São Paulo

Em entrevista para a jornalista Camila Demario, do site Portal Imprensa, Ivan Marsiglia, ministrante da oficina de Jornalismo Lietrário na Oficina, fala sobre seu livro de reportagens ‘A poeira dos outros’ (Arquipélago Editorial), uma coletânea de grandes reportagens publicadas ao longo de sua carreira, com prefácio de Humberto Werneck. Camila define o trabalho do Ivan como “na contramão do noticiário diário e na onda da volta do jornalismo literário”.
 
No dia 20 de abril, sábado, Ivan continua falando sobre seu processo de criação no evento o livro ao vivo, realizado pela Oficina. O bate-papo, com leitura de trechos e sessão de autógrafos, acontece na Fnac pinheiros, às 16h30.
 
No prefácio, o jornalista Humberto Werneck se refere a você como “um suculento naco do bom jornalismo”. Vocês são amigos? Há uma brincadeira ali?
Tem. O Humberto fala muito isso, que “saber” e “sabor” têm a mesma raiz na palavra. Então você informa também para saborear o mundo, para pensar e conhecer o mundo com prazer. No jornalismo acho a mesma coisa: é realmente chato ler longos textos, como muita gente diz, quando eles são mal-escritos. Ou desagradáveis. Não conseguem te prender. Agora, se um texto é agradável, te pega, você torce para ele não acabar. Essa tem que ser a intenção do repórter: desejar que seu texto seja assim. 
 
Você se envolve emocionalmente com as histórias que conta?
Não consigo ficar totalmente distanciado. Mais do que me envolver emocionalmente, ficar comovido, tento entender as emoções que estão compreendidas naquilo que eu estou assistindo. Não é só o fato descritivo, como muita gente insiste em dizer. Você chega lá, observa, pergunta, pega uma declaração, anota e vai embora, sabe? Mas o entorno, o que acontece, o que as pessoas sentiram, é importante para aquele contexto dos fatos, para o que aconteceu... Porque esse ônibus cai do viaduto de repente? [Acidente que matou sete passageiros de um ônibus na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, em 2 de abril]. Não faltou freio? Teve uma briga ali dentro? Houve alguma coisa? Um atrito? As emoções fazem parte da vida cotidiana, determinam questões de vida e morte. E aí o jornalista quer desidratar a sua reportagem de emoção? Eu não entendo isso. Para mim é um empobrecimento do que foi visto. Você está lá para ver, com a maior honra, e contar o que você viu para o leitor que não esteve lá. Você vai dar os números, que poderia ter apurado por telefone ou pedido por e-mail um relatório? Acho que tudo bem: temos que dar isso, é o básico. Mas vamos dar um pouco mais que o básico.
 
A matéria completa pode ser lida no site do Portal Imprensa.


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Revista ALFA
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, 17/1/2013

Reaprenda a escrever
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Por Emiliano Urbim, de São Paulo
 
Emiliano Urbim, repórter da Revista ALFA, entrevistou Rosangela Petta sobre a importância da escrita no ambiente de trabalho. A matéria foi publicada na edição impressa da ALFA em dezembro de 2012. 
 
Em um dos primeiros cursos da jornalista Rosangela Petta na Oficina de Escrita Criativa, criada por ela em 2010, um aluno disse algo que ela nunca esqueceu: “Professora, seguinte: eu não sei escrever”. Era um executivo, com faculdade e provavelmente outras línguas no currículo. “Mas alguém tinha enfiado na cabeça dele que ele não sabia escrever”, diz Rosangela. “Pensei: tenho de tirar esse peso de cima dele.”
 
Não é um caso isolado. Cursos de comunicação escrita são cada vez mais procurados – não só para “tirar peso”, mas por serem essenciais para a carreira. Uma pesquisa do ministério da educação dos EUA mostra que 80% dos chefes levam em conta a escrita do candidato na hora de contratar – e a mesma porcentagem crê que seus empregados escrevem mal. O recado é simples: texto bom tem demanda e está em falta. Além disso, é uma ferramenta para aumentar produtividade. Uma mensagem que deixa tudo claro de primeira economiza muito tempo – e, consequentemente, dinheiro de todos os envolvidos.
 
Para ver a notícia completa, acesse o site da revista ALFA


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Revista Metáfora
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, 16/1/2013

Escritor em construção
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Por Luciano Velleda, de São Paulo

"Ao participar de uma oficina, Rosangela afirma que o aluno tomará consciência do rpocesso narrativo e entenderá todas as alternativas por meio da análise de grandes autores.

- Conseguimos apontar, por exemplo, por que um diálogo é melhor do que outro. Assim como na música, no cinema ou na pintura, literatura também tem técnica, exige construção. Mas depois cada um é livre para escrever como quiser. 
 
A oficina fundada por Rosangela Petta em São Paulo se expandiu para além da temática de ficção e oferece cursos como Biografia e Ghostwriting, dramaturgia contemporânea, literatura infantil, tradução literária e desbloqueio para a escrita criativa. 
 
O perfil do público que frequenta as oficinas no Edifício Itália, segundo sua fundadora, é heterogêneo.
 
- Tem de tudo. Pessoas que já publicaram, mas não estão satisfeitas, até porque publicar hoje é fácil. E há pessoas que não querem ser escritores, mas querem escrever melhor - conta."

A matéria completa pode ser lida na 15° edição da Revista Metáfora, nas bancas.
www.revistametafora.com.br
 


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O Estado de São Paulo
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, 30/11/2012

Há 30 anos Assis Brasil mantém a mais famosa oficina literária do País
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Por Maria Fernanda Rodrigues, de São Paulo
 
Na quarta capa do novo romance do gaúcho Luiz Antonio de Assis Brasil, lê-se seguinte frase: "Um viverá a notoriedade, a vida pública; o outro, o retiro, a paz do pampa". Refere-se a Humboldt e a Aimé Bonpland, personagens de Figura na Sombra (L&PM), mas faz lembrar o autor e alguns ex-alunos de sua famosa oficina literária. Assis Brasil tem uma longeva, bem-sucedida e tranquila carreira de 36 anos - 19 livros publicados e alguns títulos traduzidos - construída em Porto Alegre, onde vive. Ganhou alguns prêmios - a maioria no Sul mesmo. Mas não viveu um momento como o que, por exemplo, Michel Laub, Daniel Galera e Luisa Geisler - que frequentaram suas aulas de escrita criativa - estão passando. 
 
Se é possível ensinar o ofício da escrita é assunto recorrente na academia, na imprensa e na mesa de bar. Fato é que há vários exemplos de oficinas no mundo inteiro e aspirantes a escritor procuram o curso nem que seja para aprender a ter disciplina. "Já passou aquela fase do escritor iluminado, um Balzac. A criação é quando se tem a ideia. Depois é trabalho, reservando espaço para algumas surpresas no caminho. Escrever é reescrever e a teoria oferece possibilidades para o texto", explica. Ele diz ainda que é importante aprender a teoria para depois esquecê-la - e essa deve ser uma tarefa ainda mais difícil para o professor escritor. "Eu preciso dominar a técnica de tal maneira que ela desapareça e eu estabeleça um contato direto entre o que eu penso e o texto." 
 


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Valor Econômico
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, 9/11/2012

A escrita como companhia
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Por José Castello, de Curitiba
 
Quando jovem, o romancista gaúcho Luiz Antonio de Assis Brasil entendia a literatura como um instrumento de evasão. Lia e escrevia para fugir da vida e para se esconder. A caminho dos 68 anos de idade, essa visão se inverteu. "Eu quis ser escritor para fugir do mundo. Hoje percebo que a literatura é uma forma não de exclusão, mas de inclusão, uma forma de pensar o mundo e incluir-se nele." Admite Assis Brasil que essa transformação íntima é um resultado lento do processo de maturidade. "Foi uma mudança e tanto. É possível que, jovem, eu tivesse mais problemas do que hoje ou, pelo menos, problemas que me pareciam intransponíveis."
 
Quando, em janeiro de 2011, aceitou o cargo de secretário da Cultura do governador Tarso Genro, de quem é amigo pessoal, alguns escritores lhe advertiram a respeito dos riscos dessa escolha. Temiam que, absorvido pela agitação inerente à política, Assis Brasil parasse de escrever. A prova de que estavam enganados nos chega agora, com o lançamento de "Figura na Sombra" (L&PM), seu 19º romance. Admite que a entrada na política desarrumou, inicialmente, sua vida: "Foi uma revolução nos primeiros meses. Simplesmente, eu não conseguia mais escrever". Mas, desmentindo os pessimistas, logo superou esse período de incompatibilidade. "Agora é uma revolução controlada. Encontrei, enfim, tempo para meus livros." Trabalha à noite, após o expediente oficial. Isso quando não precisa representar o governador em eventos culturais.
 
Assis Brasil é, antes de tudo, um homem metódico, e esse atributo foi decisivo na conciliação entre política e literatura. Foi preciso que fizesse escolhas. Que mantivesse a escrita, mesmo com o tempo curto, como prioridade. "Leio pouco hoje em dia. Prefiro dedicar o tempo disponível para escrever." Não chega a se aborrecer com essa escolha: "Já li muito, e o que li me é suficiente". Sempre foi um leitor abnegado dos clássicos, em particular de Gustave Flaubert, Eça de Queiroz e Machado de Assis. Hoje, quando lhe sobra tempo para ler, prefere, porém, alguns contemporâneos. Em particular, os franceses, como Pascal Quignard, de 64 anos, Michel Quint, de 63, e Philippe Claudel, de 50. Explica: "São escritores que aprecio muito pelo sentido de economia verbal". Apesar de serem da mesma geração, servem-lhe de mestres. Dá o exemplo mais forte de Quignard: "É um escritor mais novo do que eu, com quem aprendi a escrever menos e, ainda, a tratar de épocas pretéritas com o olhar de hoje". São escritores, ele sintetiza, que, com pouco, dizem tudo. Entre esses mestres contemporâneos, inclui ainda o italiano Alessandro Baricco, de 54.
 
Leia a notícia na íntegra no link www.valor.com.br/cultura/2897520/escrita-como-companhia
 
 


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Revista da Arquipélago
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, 1/6/2012

Ivan Angelo na Oficina de Escrita Criativa
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O jornalista e escritor Ivan Angelo, autor de Certos Homens, é o mais novo ministrante da Oficina de Escrita Criativa. Durante o ano de 2012, ele comanda a oficina de não ficção. No ano passado, esse mesmo curso foi ministrado por Humberto Werneck, autor de O pai dos burros e Esse inferno vai acabar, ambos pela Arquipélago. A Oficina de Escrita Criativa, localizada em São Paulo, foi criada em 2010 pela jornalista e dramaturga Rosângela Petta e tem como objetivo profissionalizar a atividade autoral.   Além do módulo de não ficção, a oficina oferece uma adaptação do conceituado curso de ficção que o escritor Luiz Antônio de Assis Brasil (na foto, com um grupo de alunos) mantém há 27 anos na PUC do Rio Grande do Sul. Entre os cursos que ocorrem durante o ano estão os tutoriais de Conto, ministrado por Ronaldo Bressane, e de livro infantil, coordenado por Cláudio Fragata. Para mais informação sobre novos cursos, inscrições e processo seletivo, acesse o site: www.oficinadeescritacriativa.com.br

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Veja Online
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, 31/3/2012

O fantasma do bloqueio criativo
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“Um escritor pode ser vítima do sucesso do primeiro livro e ficar com medo de lançar o segundo”, diz Rosangela Petta, curadora pedagógica da Oficina de Escrita Criativa, que oferece o curso de Desbloqueio em São Paulo. Segundo Rosangela, além do medo de fracassar, um escritor pode travar por esgotamento temático ou formal. O esgotamento temático se dá, como sugere o termo, pelo abuso de determinado assunto. Já o formal pode se dar pelo excesso de experimentações ou pelo uso repetitivo da primeira pessoa. “A armadilha de escrever em primeira pessoa é que o escritor sempre vai ter o mesmo livro. Ele não vai ter outra voz”, diz Rosangela. “O esgotamento vem sempre de um excesso.”
 
Entre as dicas dadas no curso de Desbloqueio, estão a de trocar o narrador (substituindo a primeira pessoa pela terceira), a de buscar novos temas, a de ler em grupo e dialogar com pares, a de ter uma atividade artística que não seja baseada na palavra e a de fazer o que os americanos chamam de “close reading”. “É uma técnica bacana, utilizada em universidades nos Estados Unidos. Trata-se de uma leitura atenta: um grupo lê um conto, em voz alta, devagar, prestando atenção em cada palavra, na pontuação, no itálico, perguntando-se por que cada coisa está ali. É desconstruir o texto para apreender as suas partes”, diz Rosangela 
 
Confira a matéria na íntegra no link: http://migre.me/9Yy9f


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Metro
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, 23/3/2012

O Metro Indica
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O Livro ao Vivo. Começa amanhã a temporada 2012 do projeto que une teatro, literatura e jornalismo. Primeira convidada, a escritora Regina Echeverria, autora da biografia "Furacão Elis", participa de bate-papo com o público durante a tarde. Os atores Cauê Madeira e Mika Lins fazem leitura dramatizada de trechos da obra. Para participar do evento, é necessário solicitar convite no site www.oficinadeescritacriativa.com.br. No Espaço Parçapatões (pça. Roosevelt, 156, Consolação, tel.:3258-4449). Amanhã, a partir das 16h30. Grátis.

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Revista São Paulo
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, 7/12/2011

Na moda do Saber
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Paulistanos aderem a cursos de curta ou média duração; confira roteiro com programação para o próximo ano.
Por Renata D’Elia

Na era da hiperqualificação, os cursos de curta ou média duração estão entre as escolhas de quem quer melhorar a performance no trabalho, ampliar o repertório intelectual ou até mudar de rumo. Sem viés profissionalizante ou validade acadêmica, eles atraem cada vez mais paulistanos interessados em aulas que vão de filosofia a história ou astronomia. (...) DESBLOQUEIO PARA ESCRITA CRIATIVA Técnicas para destravar a expressão por meio do texto e desenvolver a capacidade criativa. Oficina de Escrita Criativa. Av. Ipiranga, 344, cj. 272-B, região central, tel. 3255-2003. Quando: início em 3 de março. Duração: 20 horas/aula. (Para ler a matéria completa acesse: http://migre.me/72DZL)

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Língua Portuguesa
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, 1/8/2011

Escrita Criativa
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Os segredos de escritores e professores de Redação
Criativa para a realização de um bom texto
Por Alceu Luís Castilho

Ler. Muito. Observar. Ouvir. Concentrar-se. Errar,refazer.
Mudar de rotina - ou, para alguns,radicalizá-la. Fórmula
mágica para escrever um texto criativo não existe.
Mas quem lida diariamente com o assunto oferece
dicas para uma relação menos traumática com a tela
(ou o papel) em branco. Todos são unânimes em apontar
o tempo - a paciência, a espera, a experiência – como
fator determinante para um bom resultado.

Língua ouviu escritores e professores de Escrita Criativa
para identificar caminhos. Aviso: cada um deles tem suas
ênfases, características, hábitos - ou manias. Para não
dizer que cada um tem sua... criatividade. "Estilo não",
minimiza Xico Sá. "Estilo é de Machado de Assis para cima".

A tentativa está no centro do debate. Quem não tenta
não escreve. "Qualquer pessoa que deseje ser um escritor,
e não está a escrever, não o é", disse uma vez o escritor
americano Ernest Hemingway. Seu conterrâneo Ray
Bradbury dava uma dica curiosa: escrever pior.
"Mais importante que escrever é rever", considerava.
Ou, como definiu o irlandês Samuel Beckett: "Tente
outra vez. Erre de novo. Mas erre melhor". As três
frases foram coletadas por João de Mancelos,
um dos maiores especialistas em Escrita Criativa
de Portugal. 

- O erro faz parte do processo de aprendizagem, tanto
quanto o êxito. Não se pode temer o falhanço [fracasso],
sob pena de o aprendiz nunca experimentar, nem sair da
zona de conforto - diz Mancelos. 

Ele e Rosângela Petta - criadora da Oficina de Escrita
Criativa, em São Paulo - insistem no papel decisivo da técnica.

- Acredito na epifania, no sopro das musas, mas este deve
ser complementado pela técnica (saber criar personagens,
descrever locais, gerar suspense, estruturar enredos, etc.),
o esforço e a disciplina - avalia Mancelos. 

Rosângela cita o escritor gaúcho Assis Brasil, um dos mais
atentos no Brasil ao tema. "A escrita boa é fruto da reescrita.
E reescrever o texto não é uma derrota".
- Tem de dominar uma técnica para poder transgredi-la
– completa a professora. (Para ler a entrevista na íntegra,  acesse: http://migre.me/5DxYk )

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Bravo
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, 1/6/2011

Trecho que abre o próximo romance de Assis Brasil, Figura na Sombra, que será lançado em 2011
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DON AMADO    ESTÂNCIA SANTA ANA, CORRIENTES, ARGENTINA.
   Agora faz uma tarde luminosa sobre o pampa.
   Não há nuvens.
   O ar é leve, azul, cintilante.
   Pela manhã e nos seis dias anteriores o céu
desfez-se em água. Vapores sombrios erravam
pela atmosfera. O arroio Las Ánimas, saindo
de seu leito, confundiu-se com o Rio Uruguai, ali
perto. Alagaram-se os campos baixos e arruinaram-se
as plantações de milho e mandioca.
   Agora todos estão felizes pelo bom tempo.
   Os dois homens conversam na maior das três
casinholas cobertas por telhados de santa-fé, unidas
num conjunto improvável que, visto do alto, formaria
a letra K.
   Estão no cômodo maior dessa casinhola. As paredes
de barro amparam-se em troncos de árvores que têm
a função dos arcobotantes das catedrais góticas.
As fendas nas paredes, resultado de um abandono sem
época, deixam entrar luzes oblíquas que conferem
textura de cenário litúrgico a tudo ali dentro.
   Don Amado Bonpland, o velho estancieiro, denomina
a esse cômodo sem assoalho de salle à manger.
Serve não apenas para comer, mas também para ler,
dar consultas médicas e receber visitas.
   Serve para os momentos em que as pessoas dão-se
conta de que possuem um espírito.
   Tudo ali é passado.
   Nos pampas, todos os cômodos de uma casa
são passado.
   Nos pampas, tudo é passado.
   Os dois homens sentam-se em cadeiras toscas junto
à mesa, que não passa de uma antiga porta de madeira
posta sobre duas barricas. Essa mesa apresenta
uma enferrujada aldrava em forma de argola.
   Impossível não ver o pequeno armário-farmácia
portátil, cuja madeira de carvalho indica que veio
da Europa. Ali há frascos coloridos. Vários deles
estão secos, sem rolha. Os rótulos, escritos
em épocas em que a mão de Don Amado era firme, são:
Aloe vera, Alecrim, Funcho, Artemísia e ainda outros,
ilegíveis à precária acuidade visual do visitante.  
   A instabilidade das paredes impediu que a estante
de livros com cinco prateleiras ficasse à altura
dos olhos. Repousa no chão e acolhe duas centenas
de volumes. Em três deles, é possível ler na lombada,
gravado a ouro: Alexander von Humboldt~Kosmos.
Há outro, encadernado em couro verde, com o título:
Al. Humboldt & A. Bonpland – Plantes Équinoxiales.
Os livros cobrem-se por uma forte camada de pó
vermelho, como tudo o mais que há na casa.
Um retrato-miniatura aquarelado, oval, preenche um vão
deixado de propósito em meio aos livros. Representa
uma jovem mulher que olha para o artista e segura uma
rosa junto ao côncavo dos pequenos seios.
   Avé-Lallemant, o visitante, ocupa-se em registrar
na retina a imagem desse velho. Trabalho inútil:
apenas na juventude, com a esperança de suas
possibilidades, é que as pessoas diferem entre si.
   Incomum, porém, é a história de Don Amado.
   Glória das ciências botânicas, doctor honoris causa
por várias universidades européias, Don Amado é enigma
para o mundo. As academias mandam-lhe diplomas
enrolados em canudos de folha de flandres. Ele aceita
essas honrarias, agradecido e sem vaidade. Guarda-as
em lugares que costuma esquecer. Abre exceção para
duas estrelas da Légion d´Honneur, presas à lapela
do gasto casaco de brim. É uma ironia de Don Amado:
atarantadas entre seus tumultuários papéis,
as autoridades francesas deram-lhe duas vezes a mesma
condecoração. Disso Avé-Lallemant já fora prevenido
no Rio de Janeiro, e sorri ao enxergá-las ao peito
de Don Amado.
   Don Amado Bonpland conspirou, enfrentou ditadores.
É capaz de fazer tudo que signifique provar
os extremos. Veste-se como qualquer um da região.
Só usa botas quando chove. Neste momento apresenta-se
com os pés descalços. Avé-Lallemant abstrai o olhar
e tenta imaginar esses mesmos pés quando vestiam meias
de seda de Lyon e sapatos rasos de verniz com fivela
de prata. Essas meias subiam até o joelho
e desapareciam nos culotes de veludo vermelho bordados
com ramagens florais. Napoleão imperava na França,
reinava na Itália e Espanha e todos se julgavam eternos.
   Avé-Lallemant agora faz um pedido.
   A filha de Don Amado, aquela jovem apoiada
à ombreira da porta aberta para o campo, observa
o pai. Ela tem o rosto redondo das indígenas.
Carmen conhece pouco da língua que o pai fala,
mas o suficiente.
   Don Amado, depois de sorver um gole do mate,
e para atender ao pedido, começa a falar.
   Avé-Lallemant só agora percebe que Aimé Bonpland
tenta dominar o persistente tremor da mão esquerda.
Cola-a à perna, onde ela fica, palpitando como asas
de uma borboleta.
   Por delicadeza, Avé-Lallemant desvia o olhar.
   Don Amado fala com lentidão, escutando a si mesmo:
   “No momento em que nasci, na marítima La Rochelle,
reino da França, o sol deitava-se violáceo no horizonte
das águas atlânticas. Os pescadores saíam com suas
embarcações. Passariam a noite no mar. Era verão.”
   Mesmo que Don Amado diga “o sol deitava-se violáceo
no horizonte das águas atlânticas”, trata-se de uma
linguagem natural a quem muito leu.
   “Meu nome de batismo, Aimé, eu traduzi aqui
no Novo Mundo. Aqui, como o senhor bem sabe,
me conhecem como Don Amado. Chamam-me também
de Gringo Loco, conforme o momento.”
   Don Amado poderia acrescentar a alcunha Caraí
Arandu, que significa Senhor Sábio na língua
dos guaranis. Mas isso ele esqueceu.
   Neste momento, divaga os olhos, desatento
a seu visitante e ao que se passa à volta – assim pensa
Avé-Lallemant. Mas Don Amado recupera o fio da história:
   “Esses nomes me agradam. Eles dizem tudo o que sou,
o que fui e o que desejei ser. Sou amado e sou louco.
   Sempre improvisando minha vida, busquei-me
na multidão que assistiu à morte de Luiz XVI, depois
nas úmidas selvas da Amazônia, no pico do monte
Chimborazo, nos jardins à inglesa da Imperatriz
Josefina, na longa prisão que me impôs o Dr. Francia,
nos largos e majestosos pampas gaúchos, na companhia
dos rebeldes farroupilhas e na Santa Casa
de Misericórdia de Porto Alegre, quando me perdoei
do meu crime.
   No melhor momento de minha vida aliei-me a esse ser
belo e admirável, o seu amigo, o barão Alexander
von Humboldt, ao qual abri os caminhos da anatomia,
da fisiologia, dos vegetais e dos bichos do mundo.”
   O visitante suspira, aliviado. Enfim Aimé Bonpland
fala em Humboldt. Ele escuta:
   “Humboldt me ensinou física e astronomia.
Ensinou-me a manejar instrumentos ópticos, sonoros
e mecânicos. Ensinou-me a falar com as pessoas.
   Entre 1799 e 1804 fizemos aquela viagem às Américas
que transformou Humboldt na personalidade mais famosa
deste século, tanto quanto Napoleão Bonaparte.”
   Avé-Lallemant não apenas sabe da viagem em pormenor
como leu todos os jornais e livros que dela decorreram.
Don Amado interrompe sua divagação:
   “Minha viagem com Humboldt foi errática, comandada
pelas pestes, pela política, pela paixão, pela geografia,
pela boa ou má disposição dos capitães de navios.
O gênio de Humboldt deu sentido a uma aventura dirigida
pelo acaso. Ele sempre buscou totalidades em meio
à confusão dos seres. Ele morrerá com a certeza
de havê-la encontrado. Quanto a mim, encontrei
a solidão, a malária e o amor. Depois disso,
encontrei a culpa e o remorso e, por fim, a sabedoria.
Não a dos livros.
   E quanto mais vivo, mais constato que tudo
é dispersão, tudo é diverso, tudo é frágil, tudo
é múltiplo e surpreendente.”
 

REPRODUÇÃO


BLOG GRAPPIANDO
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, 12/4/2011

Rosangela Petta e a Oficina de Escrita Criativa
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Quais são os planos da Oficina para o futuro?
Crescer sem perder a qualidade. Ou seja: crescer
sem pressa, na medida, solidamente. Nossas turmas
têm no máximo 15 vagas, para dar um atendimento
individualizado, favorecer a interlocução crítica e,
consequentemente, obter resultados. Por isso,
manter a excelência dos programas e dos ministrantes
é o mais importante. Temos que formar ministrantes
de escrita criativa, pois a postura que adotamos
ainda é muito rara no Brasil. Por tradição,
somos um país marcado pela improvisação
e pelo diletantismo; não é fácil implantar a cultura
da profissionalização artística.
Para você que lida com obras literárias cotidianamente,
o que pensa dos tablets e e-books que substituem
aos poucos os livros tradicionais?
Mas isso não existe! Uma coisa não substitui a outra,
e sim amplia, expande, desdobra, complementa,
dá outra cara. Se você vai ler García Márquez no tablet
ou no impresso… Bem, talvez no tablet você possa tocar
a tela e ver um trecho do livro transformado
em filme – e aí não será mais o romance de García
Márquez, será outra obra, multimídia, de efeitos
semiológicos e cognitivos diferentes da leitura clássica.
O texto literário e o texto multimídia são diferentes,
mas um não rivaliza em nada com o outro.
Mais preocupante, na minha opinião, não é o suporte
físico, mas a função do texto verbal. É sabido que,
em relação ao aumento populacional, em todo o mundo
há cada vez menos leitores (entendendo “leitores” como
pessoas que conseguem interpretar o que leem e têm
o hábito da leitura) e isso faz a gente imaginar que ler
será, cada vez mais, uma prática de elite.
Qual é a relevância de se escrever com estilo
em um mundo tomado por blogs e redes sociais?
Não sei se entendi bem o que quer dizer com “estilo”,
mas seria o caso de perguntar: por acaso não existem
blogs mais bem escritos e editados que outros?
E por acaso não há achados originalíssimos em redes
sociais, boiando em meio a um oceano de clichês
e bla-bla-blás? Sua pergunta indica uma confusão muito
comum entre veículo X conteúdo e forma de expressão.
Podemos fazer um paralelo com a moda: a princípio,
qualquer pessoa pode escolher as roupas e acessórios
que quer usar – mas isso não garantirá estilo, elegância
ou originalidade, harmonia ou vanguarda, bom gosto,
personalidade. O acesso ao computador e à rede
não faz, por si só, você ser capaz de escrever algo
que interesse aos outros. (Para ler a entrevista
completa, clique em http://twixar.com/iFq19t).
 
 

MÁRIO LEITE


JOVEM PAN ON LINE
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, 15/2/2011

Entrevista com Rosangela Petta
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Primeiro bloco: http://migre.me/62VqD
Segundo bloco: http://migre.me/62Vss
Terceiro bloco: http://migre.me/62Vtb

REPRODUÇÃO


ESTADÃO, CADERNO 2
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, 17/1/2011

A não-ficção, com Humberto Werneck
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Uma oficina de não-ficção será ministrada pelo premiado
escritor e jornalista Humberto Werneck,
na OFICINADEESCRITACRIATIVA. O curso tem a intenção
de combinar aspectos da escrita brasileira com a metodologia
dos programas de creative writing americanos e europeus.
O público alvo são autores em formação e o curso é anual,
com apenas 15 vagas para favorecer a prática do texto de
todos os participantes. As informações para os interessados
estão no site www.oficinadeescritacriativa.com.br/cursos.asp.
As inscrições vão até o dia 5 de fevereiro e as aulas,
semanais, terão três horas de duração. O começo está
previsto para o dia 15 de março.

REPRODUÇÃO


VALOR ECONÔMICO, EU & FIM DE SEMANA
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, 14/1/2011

Mãos à Obra
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Entre prós e contras, oficinas literárias ou cursos de escrita criativa multiplicam-se pelo país em espaços culturais
e algumas universidades.
Por Rachel Beltol, para o Valor, do Rio
Não faz muito tempo, elas eram conhecidas como "oficinas literárias". Recentemente, passaram a se difundir - como nunca antes pelo país - também com o nome de aulas de "escrita criativa". Para o escritor gaúcho Luiz Antonio
de Assis Brasil, novo secretário de Cultura do Rio Grande
do Sul, a mudança se explica pela influência da língua inglesa e pela "notoriedade das oficinas americanas, designadas como creative writing". Assis Brasil coordena desde 1985
a mais famosa oficina do gênero do Brasil, abrigada
na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Porto Alegre. Também é um dos idealizadores de uma pós-graduação
em "escrita criativa", instituída há apenas cinco anos
na faculdade de letras da mesma instituição. Numa época
em que a França tinha maior presença cultural, as antigas oficinas literárias brasileiras espelhavam-se no modelo dos "bem-sucedidos ateliers décriture", lembra Assis Brasil, autor de "A Margem Imóvel do Rio", entre outros romances históricos ambientados em seu Estado. Hoje, além da filiação à tradição americana, a ênfase na ideia de criatividade,
no lugar da referência direta à literatura, pode soar mais atual para muita gente, até mesmo do ponto de vista econômico.
A jornalista e escritora Rosangela Petta, que inaugurou em São Paulo o espaço Oficina de Escrita Criativa,
com a participação de Assis Brasil, chegou a realizar
uma ampla pesquisa sobre economia criativa" para confirmar a viabilidade do projeto. Também pesquisou a oferta
(e a demanda) desses cursos no Brasil e no exterior. "Nos Estados Unidos, são cursos oferecidos principalmente
nas universidades e se ligam a um mercado
editorial, de cinema e TV muito ativo. O mercado americano
tem uma indústria que precisa de autores. Mas encontrei
na Europa iniciativas independentes muito interessantes,
como o Fuentetaja, em Madri, ou a Scuola Holden, que
o escritor Alessandro Baricco mantém em Turim.
Vi que havia uma oportunidade do ponto de vista
empreendedor para algo do gênero em São Paulo:
é um nicho de mercado bastante promissor", afirma Rosangela.Ao longo de um ano, ela vai ministrar uma oficina
de ficção com a supervisão mensal de Assis Brasil,
que aplicará no curso o método consagrado em
Porto Alegre. O novo espaço também oferecerá
no mesmo período uma oficina de não ficção, sob
a responsabilidade do jornalista Humberto Werneck.
Para ser aceitos, os alunos precisam passar por
um processo seletivo. Mas haverá cursos mais
curtos, como o de "comida e literatura" e outro
para "desbloqueio da escrita criativa". (Mais:
http://www.valoronline.com.br/impresso/
cultura/111/368143/maos-a-obra
, para assinantes.)

FOTO: REPRODUÇÃO


VALOR ECONÔMICO COLUNA BLUE CHIP
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, 4/1/2011

Palavras para qualquer moldura
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Os textos nas empresas não são "diferenciados", não têm "valor agregado" e estão longe de "impactar nos resultados
de forma positiva". Frases pouco específicas são comuns
no vocabulário corporativo. A jornalista e dramaturga Rosangela Petta criou o workshop "A Comunicação Eficiente" para reverter esse cenário e já trabalhou com clientes como LOréal, Orbitall e TVA."Muitas companhias notam que
e-mails mal entendidos ou que não chamam a atenção
do cliente como deveriam são sinônimo de prejuízo."
No curso, os alunos entendem que escrever requer técnica
e prática, não funciona só intuitivamente. Em busca
de disseminar métodos para textos de ficção e não ficção para aspirantes a autores - ou quem apenas quer aperfeiçoar a escrita -, Rosangela acaba de criar em São Paulo a Oficina de Escrita Criativa. Comum nos Estados Unidos, mas ainda raridade por aqui, o método é focado na prática,
com exercícios e discussão entre os alunos. O módulo
mais recente, que acaba de fechar, é - acredite - um treino
de leitura, com a qual espera incentivar os executivos
a abrir um livro.
Como funciona a oficina?
Rosangela Petta:No Brasil há vários cursos com palestras, mas são raros os que envolvem a prática. Por isso resolvi criar um, com a chancela do Luiz Antonio de Assis Brasil, que mantém um curso de criação literária em prosa há 25 anos em Porto Alegre. É uma metodologia que se aplica
a textos de ficção, não ficção, cinema... A oficina proporciona a interlocução sem medo, um aluno opina no texto do outro com a mediação de um escritor - há módulos ministrados pelo Assis e também pelo Humberto Werneck.
As pessoas que escrevem mal o fazem porque não leem?
Rosangela: Sim. A leitura traz diversidade. Por exemplo, quem vai ao circo e ao cinema e lê um livro do Luis Fernando Veríssimo está mais bem equipada para escrever
do que quem só lê relatórios. Aumentar as referências reflete
em melhorias no trabalho. Mas isso não acontece
de uma hora para outra. O senso comum enxerga a leitura como algo difícil, que demanda tempo. Na verdade, é falta
de treino. Na Oficina de Leitura usamos a técnica do "close reading", com os alunos lendo os modernistas, Dostoiévski
e Nelson Rodrigues em voz alta. Eles percebem a beleza
da arte literária e que não é preciso ler rápido, mas bem.
Quanto escrever, ou não, corretamente "impacta"
o desempenho profissional?

Rosangela: As maiores reclamações das empresas
são sobre textos monótonos, ou que não estão sendo
lidos e, pior, que o cliente não dá retorno. É comum
encontrar pessoas com dúvidas sobre como
hierarquizar informações. Em meu primeiro workshop,
na Faculdade Cásper Líbero, para minha surpresa, havia
entre jornalistas e publicitários uma administradora
de empresas. Perguntei o que fazia lá e ela respondeu:
"eu só me comunico com as pessoas por e-mail.
Preciso ganhar dinheiro na primeira linha".
Quais as principais dificuldades?
Rosangela: Em geral, as pessoas ficam presas a frases
feitas que aplicam a diversas situações. Existe um
automatismo cotidiano que precisa ser quebrado. Em
uma das aulas, li o texto de um aluno que falava em
"realizar a receita", "realizar o orçamento". Nem o
cliente deve entender o que aquilo significa. As
pessoas têm que bater o olho no e-mail e saber
do que você está falando.
Que retorno tem dos alunos?
Rosangela: Depois de ter acesso a técnicas e
ferramentas da escrita, os participantes sentem-se mais
seguros para escrever e descobrem que a leitura e a
cultura, além de propiciar prazer estético, ajudam
 ampliar o repertório de palavras e percepções.
O que será escrever em tempos de e-books e iPads?
Rosangela: Essas ferramentas podem ser úteis se os
textos que elas trazem vierem com bom conteúdo. Isso
será fundamental. Hoje em dia temos muitos instrumentos
que possibilitam a escrita e facilitam o trânsito da
informação e também pobreza de conhecimento. Mas,
como toda ferramenta, a web também é usada para
bobagem. Blogs que prosperam são aqueles usados
para "um algo a mais" - que é o conteúdo.

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REVISTA SÃO PAULO / FOLHA DE S. PAULO
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, 12/12/2010

A carpintaria do texto
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Nova escola de escrita criativa traz a São Paulo método de tradicional curso gaúcho por Flávia Mantovani
Numerosas nos EUA, onde existem desde os anos 1930,  as oficinas de escrita criativa ainda são novidade no Brasil.
A mais tradicional delas funciona há 25 anos em Porto Alegre,é coordenada pelo escritor Luiz Antônio de Assis Brasil e já teve alunos premiados como Daniel Galera e Cíntia Moscovith. Ligada à PUC-RS, recebe inscritos do país todo, inclusive paulistanos que chegam a se mudar para o Sul durante os dois semestres de aulas.
Agora, São Paulo ganhou uma escola nesses moldes. Se não é uma filial do curso gaúcho, a iniciativa tem a chancela de Assis Brasil. Ele lecionará uma vez ao mês no módulo de ficção, do qual é supervisor pedagógico. A criadora é uma ex-aluna sua, Rosangela Petta, jornalista e dramaturga.
O método, fortemente calcado na prática, inclui muitos exercícios e a discussão sem frescura dos textos dos alunos. "Não é para passar a mão na cabeça. Vamos problematizar", diz Rosangela. Foi criado também um módulo de não ficção, a cargo do jornalista Humberto Werneck. Cada curso dura um ano e custa R$ 5.184. Para nivelar a turma, está sendo feita uma seleção (inf. em www.oficinadeescritacriativa.com.br). A oficina de Porto Alegre chega a ter 80 candidatos para as 15 vagas. Haverá ainda cursos mais curtos, como o de comida e literatura. A diferença para outras escolas livres da cidade é que, neste caso, o fio condutor é sempre a escrita.
Se depender da vista, inspiração não vai faltar: a oficina fica no 27º andar do edifício Itália, naquela parte charmosa do centro que vem sendo revitalizada. Ajuda a facilidade de acesso, mas não deixa de haver pequenos inconvenientes, como o forte barulho do vento nas janelas do prédio tombado, que não podem ser mudadas - por ora, quadrados de espuma ajudam a minimizar o problema.
E é possível ensinar a ser escritor? Assis, que ouve a pergunta há anos, responde com outra questão. "Como se forma um escritor? Com muita leitura e escrita, por ouvir os outros e também por uma oficina literária." Para Rosangela, a técnica liberta o talento. "O aluno não sai com diploma de escritor. Sai com ferramentas para ficar mais confortável ao escrever."
 

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VEJA SÃO PAULO
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, 17/11/2010

Ensina-se a ler e escrever
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O romancista gaúcho Luiz Antonio de Assis Brasil
vem a São Paulo abrir oficina e participar da
Balada Literária
Por Catarina Cicarelli
Vencedor do troféu Jabuti em 2004 com o romance
‘A Margem Imóvel do Rio’ e ganhador do Prêmio Érico Veríssimo em 1988 pelo conjunto de sua obra, o escritor gaúcho Luiz Antonio de Assis Brasil comanda há 25 anos uma concorrida oficina literária na PUC-RS, curso que já revelou nomes como Daniel Galera, autor do elogiado ‘Mãos de Cavalo’. Ele vem pouco a São Paulo, mas na sexta-feira (19) e no sábado (20) participa da quinta edição da Balada Literária, evento que começa na quinta-feira (18) em nove endereços da Vila Madalena e arredores — entre eles
a Livraria da Vila, a Mercearia São Pedro e o Sesc Pinheiros. 
O objetivo de sua visita, no entanto, não é só esse: ele divulga a abertura de uma extensão de seu curso aqui
na cidade. Resultado de uma parceria de Assis Brasil com
a jornalista Rosangela Petta, a Oficina de Escrita Criativa
funcionará no Edifício Itália e oferecerá cursos de literatura
ficcional, não ficcional e roteiro de documentário em vídeo,
entre outros. Na Balada Literária, Assis Brasil promete dar
uma pequena mostra do que são suas aulas. “Ensina-se
a pintar, a dançar e a projetar prédios, por que não
a escrever?”, questiona o escritor, que considera importante
desenvolver técnicas de escrita em grupo. “O fato de
frequentar uma oficina não transforma ninguém em escritor,
mas a técnica liberta o talento.” 
A Balada Literária é uma espécie de versão mais descontraída da Festa Literária Internacional de Parati (Flip) e neste ano vai acontecer de quinta (18) a domingo (21) — com direito a programação extra na chamada “ressaca”, nos dias 24 e 25. A ideia do evento nasceu quando o escritor pernambucano Marcelino Freire estava na Flip em 2004. “
A Balada surgiu por causa da cerveja. Não havia uma gota em Parati, e eu propus ao Samuel Seibel, dono da Livraria
da Vila, fazermos algo do gênero na Vila Madalena, onde não faltam bares”, conta Freire. A homenageada desta edição
é a escritora Lygia Fagundes Telles, que abre o evento em uma conversa com a jornalista Mona Dorf, o escritor Nelson
de Oliveira e a atriz Leandra Leal. Desanimada com
o desinteresse da juventude pela literatura, Lygia, que está com 87 anos, tem fé em um futuro em que a leitura seja mais valorizada e pretende falar sobre isso: “Num país como o nosso, o escritor é um sonhador. E é preciso sonhar até o fim, até a morte”.
 

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